Palavras ditas ...

Se eu gosto de poesia?
Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor... Acho que a poesia está contida nisso tudo."
Carlos Drumond de Andrade
Mostrando postagens com marcador Eduardo White. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eduardo White. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de agosto de 2014

Eduardo White - Não faz mal

Eduardo Luís de Menezes Costley-White, poeta moçambicano, nasceu em Quelimane a 21 de Novembro de 1963 e faleceu em Maputo a 24 de Agosto de 2014.
Recebeu vários prémios entre eles, o Prémio Nacional de Poesia em 1992,  o Prémio José Craveirinha em 2004 e em 2013 o Prémio Literário Glória de Sant’Anna.




Voar é uma dádiva da poesia.
Um verso arde na brancura aérea do papel,
toma balanço,
não resiste.

Solta-se-lhe
o animal alado.
Voa sobre as casas,
sobre as ruas,
sobre os homens que passam,
procura um pássaro
para acasalar.

Sílaba a sílaba
o verso voa.

E se o procurarmos? Que não se desespere, pois nunca o iremos encontrar. Algum sentimento o terá deixado pousar, partido com ele. Estará o verso connosco? Provavelmente apenas a parte que nos coube. Aquietemo-nos. Amainemo-nos esse desejo de o prendermos.

Não é justo um pássaro
onde ele não pode voar.


Eduardo White

terça-feira, 25 de junho de 2013

Assume o amor como um ofício

Assume o amor como um ofício
onde tens que te esmerar,

repete-o até à perfeição,
repete-o quantas vezes for preciso
até dentro dele tudo durar
e ter sentido.

Deixa nele crescer o sol
até tarde,

deixa-o ser a asa da imaginação,
a casa da concórdia,

só nunca deixes que sobre
para não ser memória.

Eduardo White


Nos 38 anos de Moçambique independente,
 o por do sol na Baía de Maputo. 
Inesquecível. 


Imagem copiada daqui 

Em destaque

orgasmo

fui ver o mar fez-se a mim fiz-me a ele as ondas desta vez tombaram de pé e espumaram de gozo  Bénèdicte Houart (no dia internacional do org...