Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga
Palavras ditas ...
Se eu gosto de poesia?
Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor... Acho que a poesia está contida nisso tudo."
Carlos Drumond de Andrade
Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor... Acho que a poesia está contida nisso tudo."
Carlos Drumond de Andrade
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Não Passou
Passou?
Minúsculas eternidades
deglutidas por mínimos relógios
ressoam na mente cavernosa.
Não, ninguém morreu, ninguém foi infeliz.
A mão- a tua mão, nossas mãos-
rugosas, têm o antigo calor
de quando éramos vivos. Éramos?
Hoje somos mais vivos do que nunca.
Mentira, estarmos sós.
Nada, que eu sinta, passa realmente.
É tudo ilusão de ter passado.
Carlos Drummond de Andrade
Minúsculas eternidades
deglutidas por mínimos relógios
ressoam na mente cavernosa.
Não, ninguém morreu, ninguém foi infeliz.
A mão- a tua mão, nossas mãos-
rugosas, têm o antigo calor
de quando éramos vivos. Éramos?
Hoje somos mais vivos do que nunca.
Mentira, estarmos sós.
Nada, que eu sinta, passa realmente.
É tudo ilusão de ter passado.
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Cantata ao Ano Novo
ajuda-me. guia-me a mão que segura a tua
e limparem a vida incolor e salgada que te escorre na face.
ajuda-me a ajudar-te a limpar esse novo velho rio,
esse caudal de desânimos que te afoga o sorriso
e a esperança. ajuda-me. guia-me a mão e a vontade.
sabes que sou um desajeitado e nem às nuvens arrumo
um horizonte de livro, daqueles de finais bonitos:
amontoam-se sem a elegância e o pormenor da magia,
e não há jardim que as queira como seu tecto
ou poema que delas se valha para encantar olhos que o façam seu leito.
repito-te, grito-te o apelo de um de janeiro, este dia igual
a duzentos! quinhentos! que não quero contar mais as lágrimas
que te vejo e me correm, sinto. roubo-tas
se não as limpares com o que o ano te roubou:
o sorriso, esse violino que embacia as janelas do peito,
a gargalhada, a tua orquestra mediática e que encanta quem a ouve.
embora eu pessoalmente prefira a discreta beleza
do teu gordinho, a ordenar as nuvens em céus e ritmos.
e finalmente os teus jardins, por quem sabe que é neles
que todas as lágrimas morrem e fazem-se flores.
a tua mão na minha ensina-a a ensinar a tua;
tocando-se, o milagre do ano que começa
terá conta diferente da longa má-escrita das rugas do passado.
assopraremos as nuvens e olharemos o horizonte,
nele há o que quisemos e construírmos!
e, cá em baixo, eu guardo em exclusivo as lágrimas
e delas sustento o lago. tu juntas a melodia do teu sorriso,
e de ano-cão inventaremos o perfeito,
as nuvens, a cor, e a vida secreta dos imunes
às malecidências do calendário.
ajudas-me, dás-me a tua mão para te roubar a lágrima e dela fazer um lago,
um lago dum lindo jardim como aqueles que recordamos?
Carlos Gil
e limparem a vida incolor e salgada que te escorre na face.
ajuda-me a ajudar-te a limpar esse novo velho rio,
esse caudal de desânimos que te afoga o sorriso
e a esperança. ajuda-me. guia-me a mão e a vontade.
sabes que sou um desajeitado e nem às nuvens arrumo
um horizonte de livro, daqueles de finais bonitos:
amontoam-se sem a elegância e o pormenor da magia,
e não há jardim que as queira como seu tecto
ou poema que delas se valha para encantar olhos que o façam seu leito.
repito-te, grito-te o apelo de um de janeiro, este dia igual
a duzentos! quinhentos! que não quero contar mais as lágrimas
que te vejo e me correm, sinto. roubo-tas
se não as limpares com o que o ano te roubou:
o sorriso, esse violino que embacia as janelas do peito,
a gargalhada, a tua orquestra mediática e que encanta quem a ouve.
embora eu pessoalmente prefira a discreta beleza
do teu gordinho, a ordenar as nuvens em céus e ritmos.
e finalmente os teus jardins, por quem sabe que é neles
que todas as lágrimas morrem e fazem-se flores.
a tua mão na minha ensina-a a ensinar a tua;
tocando-se, o milagre do ano que começa
terá conta diferente da longa má-escrita das rugas do passado.
assopraremos as nuvens e olharemos o horizonte,
nele há o que quisemos e construírmos!
e, cá em baixo, eu guardo em exclusivo as lágrimas
e delas sustento o lago. tu juntas a melodia do teu sorriso,
e de ano-cão inventaremos o perfeito,
as nuvens, a cor, e a vida secreta dos imunes
às malecidências do calendário.
ajudas-me, dás-me a tua mão para te roubar a lágrima e dela fazer um lago,
um lago dum lindo jardim como aqueles que recordamos?
Carlos Gil
domingo, 2 de janeiro de 2011
Pequenos gestos que são grandes emoções
Não importa onde você parou
em que momento da vida você se cansou
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo
é renovar as esperanças na vida e o mais importante
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizagem …
Chorou muito?
foi limpeza da alma …
Ficou com raiva das pessoas?
foi para as perdoar um dia …
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechou a porta até para os anjos …
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da sua melhoria …
Pois é … agora é hora de reiniciar … de pensar na luz
De encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado … diferente?
Um novo curso … ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar,
dominar o computador … ou qualquer outra coisa.
Olha quanto desafio … quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando!
Tá se sentindo sozinho?
Besteira! Tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”…
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar” perto de ti.
Quando nos trancamos na tristeza … nem nós mesmos nos suportamos …
ficamos horríveis … o mal humor vai corroendo nosso fígado …
até a boca fica amarga.
Recomeçar … hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar? Sonhe alto … queira o melhor do melhor!
Queira coisas boas para a vida…
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos.
Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos …
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor,
O melhor vai instalar-se na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental … joga fora tudo que te prende ao passado …
ao mundinho de coisas tristes … fotos … peças de roupa, papel de bala …
ingressos de cinema, bilhetes de viagens …
e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados …
jogue tudo fora… mas principalmente: esvazie seu coração,
fique pronto para a vida … para um novo amor…
Lembre-se somos apaixonáveis …
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes …
Afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
” Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura. “ [F. Pessoa]
Carlos Drummond de Andrade
Não importa onde você parou
em que momento da vida você se cansou
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo
é renovar as esperanças na vida e o mais importante
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizagem …
Chorou muito?
foi limpeza da alma …
Ficou com raiva das pessoas?
foi para as perdoar um dia …
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechou a porta até para os anjos …
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da sua melhoria …
Pois é … agora é hora de reiniciar … de pensar na luz
De encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado … diferente?
Um novo curso … ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar,
dominar o computador … ou qualquer outra coisa.
Olha quanto desafio … quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando!
Tá se sentindo sozinho?
Besteira! Tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”…
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar” perto de ti.
Quando nos trancamos na tristeza … nem nós mesmos nos suportamos …
ficamos horríveis … o mal humor vai corroendo nosso fígado …
até a boca fica amarga.
Recomeçar … hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar? Sonhe alto … queira o melhor do melhor!
Queira coisas boas para a vida…
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos.
Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos …
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor,
O melhor vai instalar-se na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental … joga fora tudo que te prende ao passado …
ao mundinho de coisas tristes … fotos … peças de roupa, papel de bala …
ingressos de cinema, bilhetes de viagens …
e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados …
jogue tudo fora… mas principalmente: esvazie seu coração,
fique pronto para a vida … para um novo amor…
Lembre-se somos apaixonáveis …
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes …
Afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
” Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura. “ [F. Pessoa]
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 1 de janeiro de 2011
Quando Eu não te Tinha
Quando eu não te tinha
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo.
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima ...
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor —
Tu não me tiraste a Natureza ...
Tu mudaste a Natureza ...
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim,
Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as cousas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou.
Alberto Caeiro, in "O Pastor Amoroso"
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo.
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima ...
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor —
Tu não me tiraste a Natureza ...
Tu mudaste a Natureza ...
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim,
Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as cousas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou.
Alberto Caeiro, in "O Pastor Amoroso"
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Para 2011 ...
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
Pablo Neruda
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
Pablo Neruda
sábado, 25 de dezembro de 2010
Natal
Velho Menino-Deus que me vens ver
Quando o ano passou e as dores passaram:
Sim, pedi-te o brinquedo, e queria-o ter,
Mas quando as minhas dores o desejaram...
Agora, outras quimeras me tentaram
Em reinos onde tu não tens poder...
Outras mãos mentirosas me acenaram
A chamar, a mostrar e a prometer...
Vem, apesar de tudo, se queres vir.
Vem com neve nos ombros, a sorrir
A quem nunca doiraste a solidão...
Mas o brinquedo... quebra-o no caminho.
O que eu chorei por ele! Era de arminho
E batia-lhe dentro um coração...
Miguel Torga
Quando o ano passou e as dores passaram:
Sim, pedi-te o brinquedo, e queria-o ter,
Mas quando as minhas dores o desejaram...
Agora, outras quimeras me tentaram
Em reinos onde tu não tens poder...
Outras mãos mentirosas me acenaram
A chamar, a mostrar e a prometer...
Vem, apesar de tudo, se queres vir.
Vem com neve nos ombros, a sorrir
A quem nunca doiraste a solidão...
Mas o brinquedo... quebra-o no caminho.
O que eu chorei por ele! Era de arminho
E batia-lhe dentro um coração...
Miguel Torga
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Retrato de Amigo
Por ti falo. E ninguém sabe. Mas eu digo
meu irmão minha amêndoa meu amigo
meu tropel de ternura minha casa
meu jardim de carência minha asa.
Por ti morro e ninguém pensa. Mas eu sigo
um caminho de nardos empestados
uma intensa e terrífica ternura
rodeado de cardos por muitíssimos lados.
Meu perfume de tudo minha essência
meu lume minha lava meu labéu
como é possível não chegar ao cume
de tão lavado céu?
Ary dos Santos
meu irmão minha amêndoa meu amigo
meu tropel de ternura minha casa
meu jardim de carência minha asa.
Por ti morro e ninguém pensa. Mas eu sigo
um caminho de nardos empestados
uma intensa e terrífica ternura
rodeado de cardos por muitíssimos lados.
Meu perfume de tudo minha essência
meu lume minha lava meu labéu
como é possível não chegar ao cume
de tão lavado céu?
Ary dos Santos
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Eu não existo sem você
Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.
Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!
Vinicius de Moraes
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.
Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!
Vinicius de Moraes
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
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