Palavras ditas ...
Se eu gosto de poesia?
Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor... Acho que a poesia está contida nisso tudo."
Carlos Drumond de Andrade
Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor... Acho que a poesia está contida nisso tudo."
Carlos Drumond de Andrade
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
domingo, 1 de setembro de 2013
domingo, 25 de agosto de 2013
Água-Memória
Que súbita alegria me tortura
alegria tão bela e estranha
tão inquieta
tão densa de pressentimentos?
Que vento nos meus nervos
que temporal lá fora
que alegria tão pura, quase medo ao silêncio?
Pára a chuva nas árvores
pára a chuva nos gestos,
interiores contornos
divisíveis distâncias
ultrapassáveis gritos
que alegria no inverno,
que montanha esperada ou inesperado canto?
Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres de Melo e Castro nasceu em Vila Nova de Gaia, Mafamude, a 25 de Agosto de 1930.
Escreveu o primeiro livro, Intervalo, em 1952. Água-Memória, ganhou o prémio do Concurso Internacional de Poesia Giacomo Leopardi em 1960.
Imagem copiada aqui
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Pela voz contrafeita da poesia
Toulouse Lautrec
Mas de repente voltas
numa dor de esperança sem razão de ser
Da sua indiferença
agressivamente as coisas saem
Sentimo-nos cercados
ameaçados pelas coisas
e agora lamentamos o tempo perdido
a dispô-las a nosso favor
Porque é tempo de romper com tudo isto
é tempo de unir no mesmo gesto
o real e o sonho
é tempo de libertar as imagens as palavra!
das minas do sonho a que descemos
mineiros sonâmbulos da imaginação
É tempo de acordar nas trevas do real
na desolada promessa
do dia verdadeiro
Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill de Bulhões
Poeta do movimento surrealista, faleceu em Lisboa a 21 de Agosto de 1986.
Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill de Bulhões
Poeta do movimento surrealista, faleceu em Lisboa a 21 de Agosto de 1986.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Se o amor pudesse
Se o amor pudesse de repente compreender
Toda loucura que um amor pode conter
Se ele pudesse, num momento de razão
Saber ao menos quanto dói uma paixão
Quem sabe o amor, ao descobrir a dor de amar
Partisse embora para nunca mais voltar
Mas me parece que uma prece ia nascer
Na voz daqueles que o amor mais fez sofrer
A lhe dizer que vale mais morrer de dor
Do que viver num paraíso sem amor
Vinícius de Moraes
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Lembrança
Ponho um ramo de flores
na lembrança perfeita dos teus braços;
cheiro depois as flores
e converso contigo
sobre a nuvem que pesa no teu rosto;
dizes sinceramente
que é um desgosto.
Depois,
não sei porquê nem porque não,
essa recordação desfaz-se em fumo;
muito ao de leve foge a tua mão,
e a melodia já mudou de rumo.
Coisa esquisita é esta da lembrança!
Na maior noite
na maior solidão,
vem a tua presença verdadeira,
e eu vejo no teu rosto o teu desgosto,
e um ramo de flores, que não existe, cheira!
Miguel Torga
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